Ir para o conteúdo

Património de Melgaço


Capela de Nossa Senhora da Orada 
A Capela de Nossa Senhora da Orada localiza-se na freguesia de Vila, no concelho de Melgaço. Este templo pertenceu aos monges de Fiães até à extinção das ordens religiosas no país (1834). Encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 23 de junho de 1910. Características: Em estilo românico, em alvenaria de pedra, apresenta planta longitudinal. Internamente é dividida em uma só nave, com abside quadrada. Os traços românicos mais significativos encontram-se na fachada principal e nos modilhões nas cornijas.

Castelo de Castro Laboreiro
O Castelo de Castro Laboreiro, também referido como Castelo de Castro Laboreiro, localiza-se na vila e freguesia de Castro Laboreiro, concelho de Melgaço. Em posição dominante no alto de um monte, em terreno de difícil acesso entre as bacias do rio Minho e do rio Lima, está integrado no Parque Natural da Peneda-Gerês.

Castelo de Melgaço
O Castelo de Melgaço localiza-se na freguesia de Vila, concelho de Melgaço. Principal defesa raiana do Alto Minho no século XII, constitui-se na sentinela mais setentrional de Portugal, no trecho onde o rio Minho inicia a sua função fronteiriça, vigiando a travessia para a Galiza.
O castelo medieval. A construção do castelo remonta a 1170, por determinação de D. Afonso Henriques (1112-1185). O primeiro documento, entretanto, a referir a povoação é a Carta de Foral que lhe foi passada pelo soberano em 1183 (e não 1181 como tem sido repetido em função de erro de transcrição), garantindo aos seus habitantes (por solicitação dos próprios) privilégios semelhantes aos que gozava o feudo galego de Ribadavia. A partir de então, a vila fronteiriça progrediu com rapidez, de tal forma que o primitivo castelo estaria concluído já no início do século XIII, dividindo-se os autores entre os anos de 1205 e de 1212, ano em que, juntamente com outras praças vizinhas, fez frente à invasão das forças do reino de Leão no contexto da disputa entre D. Afonso II (1211-1223) e suas irmãs. Contribuíram para esta campanha construtiva, além dos próprios habitantes e do apoio real, os recursos do Mosteiro de Longos Vales e do Mosteiro de Fiães. O seu filho e sucessor, D. Sancho II (1223-1248) deixou a cargo do Concelho a nomeação do alcaide, privilégio que, D. Afonso III (1248-1279), ao conceder à vila, em 1258, um segundo foral, reivindicou novamente para a Coroa. A construção da cerca da vila, iniciada em 1245 e cujo troço oeste foi concluído em 1263, inscreveu-se numa grande campanha de obras empreendida por este soberano, que atualizou as defesas do castelo, uma vez mais com o apoio do Mosteiro de Fiães. A placa epigráfica no portão principal, assinalando este último ano, registra as identidades do responsável pelos trabalhos, o alcaide Martinho Gonçalves, e o seu arquiteto, Fernando, Mestre de Pedraria. Em 1361 o trânsito entre Portugal e a Galiza deveria ser feito, obrigatoriamente, por Melgaço, dado revelador da sua importância, à época. No contexto da crise de 1383-1385, a vila e seu castelo seguiram a tendência do norte de Portugal, mantendo o partido de D. Beatriz. No início de 1387, governados por um alcaide castelhano, sofreram o assédio das tropas portuguesas sob o comando de D. João I (1385-1433), vindo a cair ao fim de uma denodada resistência de quase dois meses. Em 1492 Melgaço era um dos cinco únicos lugares da fronteira portuguesa facultados para ingresso dos judeus expulsos da Espanha (sefarditas). Ainda sob o reinado de D. Manuel, as defesas da vila e seu castelo encontram-se figuradas por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509), integradas por três torres e duas portas. 

Convento das Carvalhiças
Entre o vasto património religioso e arquitetónico de Melgaço, destaca-se a Igreja e o Convento das Carvalhiças, também designado Convento de Nossa Senhora da Conceição. Este antigo convento, do lado direito da igreja, foi construído no século XVIII, tendo pertencido à Província da Conceição. Olhando com atenção, é possível verificar que já foi um antigo convento, hoje propriedade privada ligada à produção agrícola.
Resta-nos para visitar a igreja conventual franciscana de estrutura maneirista. Passe pelo seu adro e ingresse no interior, onde salta à vista a rica decoração rocócó, assim como o interessante retábulo-mor maneirista e, no lado da epístola, o coreto suportando um órgão barroco de estilo joanino.

Fonte de S. João
Numa das principais praças da Vila, rodeado por várias outras obras de interesse, está a Fonte de São João, uma construção barroca datada do século XVIII. De estilo setecentista, este monumento foi inicialmente construído no lugar da Assadura, sendo transferido para o atual local apenas em 1903. Esta fonte de espaldar merece um olhar atento pela sua decoração elaborada, ostentando sete inscrições e um nicho central. No centro, destaca-se uma carranca ladeada por duas serpentes, uma representação do Agnus Dei, um brasão e uma escultura representando São João batizando Cristo. Inserida num pequeno espaço ajardinado e pavimentado, oferece alguns bancos onde podemos relaxar enquanto usufruímos da fantástica vista que proporciona sobre toda a Vila. Uma ótima maneira de obter uma panorâmica geral do centro histórico de Melgaço.

Gravuras Rupestres do Fieiral
As gravuras rupestres do Fieiral, localizadas em pleno planalto de Castro Laboreiro, representam um forte testemunho da ocupação remota deste território. Quando chegar ao cimo, vá atento, de maneira a vislumbrar este interessante conjunto de gravuras rupestres, inseridas na superfície de dois afloramentos graníticos, um destes de grandes dimensões. Apreciando mais ao detalhe, é possível descortinar alguns motivos geométricos e simbólicos. Um testemunho que chega do período do Bronze Final e da Idade do Ferro.
O local presenteia-o com panorâmicas privilegiadas sobre o vale do Laboreiro, com a serra da Peneda ao fundo. Consegue-se ainda divisar algumas das brandas que se erguem em redor, com os seus campos de feno a embelezar a paisagem…

Igreja da Misericórdia 
A Igreja da Misericórdia de Melgaço, localiza-se em Melgaço. Foi construída no Século XIII em estilo Românico. Era chamada Igreja de Santa Maria do Campo. Ao longo dos séculos sofreu várias obras, que alteraram a sua estrutura primitiva. No século XVIII construi-se uma galilé mais tarde retirada. No interior, ao centro do arco cruzeiro, existe um emblema das armas da misericórdia.

Igreja de Alvaredo 
A Igreja de Alvaredo ou Igreja de São Martinho, localiza-se na freguesia de Alvaredo, em Melgaço e é dedicada a São Martinho. Primitivamente era uma igreja com planta em cruz latina com uma só nave central. Sofreu uma derrocada na madrugada do dia 20 de Outubro de 1939 ficando com o telhado e parte das paredes demolidas. Foi reconstruída abrindo de novo ao culto em 1943, sendo-lhe acrescentada uma nave lateral do lado direito.

Igreja de Fiães
A Igreja de Fiães localiza-se na freguesia de Fiães, Melgaço. A igreja pertencia a um mosteiro da Ordem de Cister e foi construída na primeira metade do século XIII e reformada nos séculos XVII e XVIII na fachada e no interior das naves. A cabeceira, o portal e as paredes exteriores das naves datam da construção medieval. Na nave sul encontra-se o túmulo, do século XV, de Fernão Eanes de Lima, pai de Leonel de Lima, primeiro visconde de Vila Nova de Cerveira. Está classificada como Monumento Nacional desde 1977.

Igreja de Lamas de Mouro 
A Igreja de Lamas de Mouro ou Igreja de São João Baptista, localiza-se na freguesia de Lamas de Mouro, em Melgaço. É um edifício da Idade Média, com vestígios românicos que tinha por função ser o batistério das aldeias circundantes.

Igreja de Paderne 
A Igreja de Paderne localiza-se na freguesia de Paderne, concelho de Melgaço.A sua fundação é atribuída a D. Paterna, no século XI, integrante de um mosteiro feminino, comunidade a que D. Afonso Henriques passou carta de couto em 1141.No século XII passou para os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Recebeu obras de reforma no século XVII e no século XVIII, que lhe alteraram janelas, altares, e os revestimentos do interior. Encontra-se classificada como Monumento Nacional desde 23 de junho de 1910. Características: Constitui-se em um templo em estilo românico, em alvenaria de pedra.

Igreja Matriz de Castro Laboreiro 
A Igreja Matriz de Castro Laboreiro ou Igreja de Nossa Senhora da Visitação, localiza-se na freguesia de Castro Laboreiro, em Melgaço. Tem uma planta longitudinal com uma única nave. É um edifício da Idade Média, com características românicas, de paredes laterais maciças, com cinco volumosos contrafortes de reforço aos arcos interiores. A capela-mor é reentrante mas de igual pé direito que a nave. Junte à pilastra sul da fachada pode-se encontrar um relógio de sol. Conserva ainda uma curiosa pia batismal decorada românica. Está classificada como Imóvel de Interesse Público pelo IGESPAR desde 1993.

Igreja Matriz de Melgaço 
A Igreja Matriz de Melgaço situa-se na freguesia de Vila, concelho. É um edifício Românico do século XII, primitivamente designado de Igreja de Santa Maria da Porta, por se encontrar junto a uma porta da muralha do Castelo de Melgaço. Do traçado primitivo pouco resta, pois foi objeto de muitas remodelações ao longo dos tempos. O portal principal é formado por duas séries de colunas, adossadas nas reentrâncias, com capitéis decorados com motivos vegetalistas. A porta lateral norte apresenta uma arquivolta apontada, suportada por duas consolas, que sustentam um tímpano com uma figura de "leão" em alto relevo. No seu interior, na capela lateral esquerda possui um retábulo de finais do século XVI de António Figueiroa.

Igreja Românica de Chaviães 
A Igreja de Chaviães, também referida como Igreja de Santa Maria Madalena, localiza-se na freguesia de Chaviães, em Melgaço. Acredita-se que a sua construção remonte ao século XIII. Características: em estilo Românico, esses traços são mais evidentes na porta principal, onde existe uma decoração variada.

Mosteiro/ Convento de Fiães
Entre o vasto património religioso de Melgaço, destaca-se a interessante igreja românica do desaparecido Mosteiro de Fiães, também conhecido como Convento de Santa Maria de Fiães.
A sua origem não é consensual entre os historiadores: enquanto alguns defendem que esta é uma construção da Ordem de Cister, outros acreditam que parte do monumento é mais antiga, datando da época em que a Ordem Beneditina aqui vivia, em meados do século XII.
Segundo estes últimos autores, a mudança arquitetónica entre cluniacenses, da Ordem de São Bento, e cistercienses, da Ordem de Cister, ter-se-á dado no final do século XII, algures entre 1173 e 1194.
Da construção cluniacense destaca-se o corpo de três naves e quatro tramos, separados por arcarias longitudinais de arcos de volta perfeita. Já da construção cisterciense é possível admirar a cabeceira tripartida e escalonada de planta quadrangular, a ábside de dois tramos e, em todo o conjunto, a decoração simples e austera.
Admire ainda a fachada da igreja – atentando no brasão com as armas cistercienses –, atravesse o magnífico portal ogival de múltiplas arquivoltas e descubra o interior da igreja, dando especial atenção ao altar maneirista e ao retábulo de talha dourada barroco.

Necrópole Megalítica do Planalto de Castro Laboreiro
Dos vários vestígios pré-históricos existentes em Castro Laboreiro, sem dúvida que o mais interessante é a Necrópole Megalítica do seu Planalto.
Aqui encontra-se uma das maiores e mais importantes necrópoles megalíticas da Peneda-Gerês, estendendo-se por cerca de 50 km2, sendo visíveis cerca de 90 monumentos – 36 dos quais já em território galego. É, aliás, a maior concentração de monumentos megalíticos da Península Ibérica e uma das maiores da Europa.
É graças à sua localização, a uma altitude superior a 1100 metros, que este interessante núcleo datado do Neolítico à Idade do Bronze se apresenta em tão boas condições de conservação. A maior parte das mamoas conserva ainda o dólmen megalítico.

Ponte da Cava da Velha
Pela quantidade de pontos de interesse que encerra, Castro Laboreiro merece que lhe dispense algum do seu tempo… A Ponte da Cava da Velha, também conhecida como Ponte Nova, é um desses locais.
Esta ponte romana ergue-se sobre o rio Laboreiro, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês. Foi originalmente construída por volta do século I e mais tarde, na época medieval, foi adaptada, sendo transformada numa ponte com tabuleiro em cavalete e dois arcos. Desta construção medieval pode-se ainda vislumbrar o pavimento composto por grandes lajes e guardas de cantaria que ligam, dos dois lados, a uma calçada romana. Classificada como Monumento Nacional desde 1986.

Ponte das Cainheiras
Para além da Ponte da Cava da Velha, existem em Castro Laboreiro outras construções deste género a merecer atenção. Exemplo disso é a da Ponte das Cainheiras, um belo exemplar das pontes construídas durante o Império Romano, provavelmente entre o século I e II. Pertencia à via romana que seguia até Castro Laboreiro e Porto de Cavaleiros, tendo testemunhado ao longo dos séculos a passagem de legiões romanas, comerciantes a caminho das feiras e até de peregrinos.
Construída sobre o rio das Cainheiras, a sua construção simétrica coincide com a harmonia da envolvente paisagística, com os campos de feno a contrastar com os bosques verdejantes. Um ótimo exemplo de como a construção humana e a paisagem natural podem coexistir de maneira tão harmoniosa!

Ruínas Arqueológicas da Praça da República
As Ruínas Arqueológicas da Praça da República são um original núcleo museológico localizado no centro da Vila. Encontrando-se debaixo de terra, para aceder deve descer umas pequenas escadas, que o conduzem a um interessante fosso medieval.
Aqui dentro é possível observar um conjunto de ruínas arqueológicas bem preservadas e alguns vestígios relacionados com a antiga fortaleza. Passando pelo fosso, saltam à vista alguns restos de uma couraça em pedra e várias calçadas datadas de diferentes épocas. Para ajudar a compreender melhor aquilo que se observa, existem alguns painéis informativos que nos remetem para o sistema defensivo da Vila desde o século XIII ao século XVII.
Não deixe também de reparar noutras peças expostas, que foram descobertas aquando da escavação do local, como é o caso de um projétil de catapulta e de diversas pedras de arremesso.

Solar de Galvão
O Solar de Galvão foi o primeiro solar a ser construído fora das muralhas de Melgaço, com a sua capela tendo como oráculo Santo António, padroeiro da família Castro e tendo sido concluído no séc. XVII. Tem formato (em T). De referenciar também o brasão da Família Castro, de Fornelos (Conde de Monsanto e Castros de Melgaço) que se encontra na fachada do Solar. O brasão que encima a capela reproduz os quatro costados dos Souzas, Castros, Lobatos e Soares de Tangil. O Solar encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Municipal de Melgaço.
Política de Cookies

Este site utiliza Cookies. Ao navegar, está a consentir o seu uso.

Compreendi